Dicas de Saúde Doenças e Tratamentos Ana Karolynne Goncalves

Os 8 Principais Tipos de Câncer de Pele!

Revisado por

NUTRIÇÃO - CRN6-MA 16199

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Os 8 Principais Tipos de Câncer de Pele são muito importantes para o correto tratamento do Câncer de Pele. Aliás, o Câncer de Pele é um tumor formado pelas células da pele que sofreram mutações e multiplicam-se de maneira desordenada e anormal, originando a massa tumoral (neoplasia). O Câncer de Pele pode ser dividido em Câncer de Pele não-melanoma e Câncer de Pele melanoma. Dentre os cânceres não melanoma, há o carcinoma basocelular que é o mais frequente e menos agressivo e o carcinoma epidermóide (espinocelular), mais agressivo e de crescimento mais rápido que o carcinoma basocelular.

O melanoma é o tipo de Câncer de Pele e mais perigoso e um dos mais agressivos dentre todos os cânceres, devido à sua capacidade de metástase. Esse tumor atinge os melanócitos, células capazes de produzir o pigmento da pele (melanina). Há diversos tipos de melanoma, como o melanoma nodular, melanoma lentigioso acral, melanoma maligno disseminado, melanoma maligno lentigo, etc. Há ainda outros tipos de Câncer de Pele mais raros que atingem outras células, como:Os 8 Principais Tipos de Câncer de Pele

  • Tumor de células de Merkel;– Sarcoma de Kaposi;
  • Linfoma de cutâneo de células T (câncer do sistema linfático que pode atacar a pele),
  • Carcinoma sebáceo (surge nas glândulas sebáceas);
  • Carcinoma anexial microcístico (tumor das glândulas sudoríparas).

Um estudo israelense da Universidade de Tel Aviv mostrou que se o melanoma for descoberto no início, isto é, antes da formação de metástases, as possibilidades de recuperação do melanoma são muito elevadas. Ao contrario, se o melanoma é encontrado em estado avançado, quando as metástases já estão presentes no corpo, a doença é geralmente fatal. Este estudo foi publicado na revista Nature Cell Biology em agosto de 2016.

Os Principais Tipos de Câncer de Pele:  Os cânceres são separados conforme as estruturas do corpo que eles acometem:

Carcinoma basocelular: O carcinoma basocelular é o tipo de Câncer de Pele mais comum, constituindo 70% dos casos – mas, felizmente, é o tipo menos agressivo. Ele leva esse nome por ser um tumor constituído de células basais, comuns da pele. Essas células começam a se multiplicar de forma desordenada, dando origem ao tumor. O carcinoma basocelular apresenta crescimento muito lento, que dificilmente invade outros tecidos e causa metástase. Esse câncer é encontrado frequentemente nas partes do corpo que ficam mais expostas ao sol, como rosto e pescoço. O nariz é a localização mais frequente (70% dos casos), mas também pode ocorrer na orelha, canto interno do olho e outras partes da face. Quando o tumor é retirado precocemente, as chances de cura são altas.

Carcinoma espinocelular: O carcinoma espinocelular é o segundo tipo mais comum de Câncer de Pele, sendo responsável por cerca de 20% dos tumores cutâneos não melanoma. Frequentemente, o carcinoma espinocelular cresce nas áreas mais expostas ao sol, como couro cabeludo e orelha, sendo mais predominante em pacientes a partir da sexta ou sétima década de vida. O carcinoma espinocelular se forma a partir das células epiteliais (ou células escamosas) e do tegumento (todas as camadas da pele e mucosa), ocorrendo em todas as etnias e com maior frequência no sexo masculino. Sua evolução é mais agressiva e pode atingir outros órgãos, caso não seja retirado com rapidez. Ele apresenta maior capacidade de metástase do que o carcinoma basocelular.

Melanoma: O melanoma é tumor maligno originário dos melanócitos (células que produzem pigmento) e ocorre em partes como pele, olhos, orelhas, trato gastrointestinal, membranas mucosas e genitais. Um dos tumores mais perigosos, o melanoma tem a capacidade de invadir qualquer órgão, criando metástases, inclusive cérebro e coração. Portanto, é um câncer com grande letalidade. O melanoma cutâneo tem incidência bem inferior aos outros tipos de Câncer de Pele, mas sua incidência está aumentando no mundo inteiro. Há diversos tipos clínicos de melanoma, como o melanoma nodular, melanoma lentigioso acral, melanoma maligno disseminado e melanoma maligno lentigo.

Outros Tipos de Câncer de Pele: Há ainda outros tipos de Câncer de Pele mais raros que atingem outras células, como:

  • Tumor de células de Merkel
  • Sarcoma de Kaposi
  • Linfoma de cutâneo de células T (câncer do sistema linfático que pode atacar a pele)
  • Carcinoma sebáceo (surge nas glândulas sebáceas)
  • Carcinoma anexial microcístico (tumor das glândulas sudoríparas).

Causas e Fatores de Risco Para Câncer de Pele: Além dos fatores de risco para qualquer tipo de Câncer de Pele, há alguns que são específicos para o do tipo não-melanoma. Esses fatores de risco incluem:

  • Cicatrizes ou queimaduras na pele.
  • Inflamação ou úlcera na pele crônica.
  • Infecção com certos papilomavírus humano.
  • Exposição ao arsênico no trabalho.
  • Radioterapia.

Outros fatores de risco que aumentam a chance de ter Câncer de Pele do tipo não-melanoma incluem:

  • Doenças que tornam a pele sensível ao sol.
  • Medicamentos ou condições médicas que suprimem o sistema imunológico.
  • Histórico pessoal de Câncer de Pele.
  • Histórico familiar de Câncer de Pele.
  • Certas doenças de pele que doença de Bowen e queratose actínica.

Alguém com esses fatores de risco possui maior chance de ter Câncer de Pele. Porém, ter esses fatores de risco não significa que a pessoa desenvolverá Câncer de Pele.

Causas e Fatores de Risco Para Câncer de Pele do Tipo Melanoma: O melanoma é um tipo de Câncer de Pele menos comum, porém mais sério. O fatores de risco que elevam as chances da pessoa ter melanoma são:

  • Pintas incomuns (normalmente aglomerados benignos de melanócitos).
  • Grandes quantidades de pintas (mais de 50).
  • Pele clara, especialmente com sardas.

Outros fatores que aumentam o risco para melanoma são:

  • Cabelo ruivo ou loiro.
  • Olhos azuis ou verdes.
  • Ter mais de 20 anos de idade.
  • Queimaduras de sol severas quando jovem.

Sintomas do Câncer de Pele: Os sintomas podem se manifestar de diferentes maneiras, porém, alguns sinais são característicos e devem ser analisados. O carcinoma basocelular pode surgir como uma lesão avermelhada ou rosada, com pequenos vasos de sangue que sangram com facilidade e permanece por longo período sem cicatrizar. As lesões costumam aparecer nas regiões mais expostas como a região da face e o couro cabeludo, mas podem surgir em qualquer local do corpo. Outras lesões indolores também podem ser importantes, esse tipo de câncer tem um crescimento lento e o diagnostico tardio dificulta no tratamento.

No caso do carcinoma espinocelular os sintomas mais comuns são o aparecimento de manchas ligeiramente elevadas, vermelhas e hiperceratóticas. Geralmente as lesões aparecem no rosto, orelha, lábios, pescoço e no dorso da mão. Por fim, os melanomas apresentam sintomas descritos no ABCD sendo A de assimetria, B de bordas, C de cor e D de diâmetro.

Prevenção do Câncer de Pele: A exposição prolongada e repetida da pele ao sol causa o envelhecimento cutâneo além de predispor a pele ao surgimento do câncer. Tomando-se certos cuidados, os efeitos danosos do sol podem ser atenuados. Aprenda a seguir como proteger sua pele da radiação solar.

  • Use sempre um filtro solar com fator de proteção solar (FPS) igual ou superior a 15, aplicando-o generosamente pelo menos 20 minutos antes de se expor ao sol e sempre reaplicando-o após mergulhar ou transpiração excessiva. (saiba mais sobre filtros solares e FPS)
  • Use chapéus e barracas grossas, que bloqueiem ao máximo a passagem do sol. Mesmo assim use o filtro solar pois parte da radiação ultra-violeta reflete-se na areia atingindo a sua pele.
  • Evite o sol no período entre 10 e 15 horas.
  • A grande maioria dos cânceres de pele localizam-se na face, proteja-a sempre. Não esqueça de proteger os lábios e orelhas, locais comumente afetados pela doença.
  • Procure um dermatologista se existem manchas na sua pele que estão se modificando, formam “cascas” na superfície, sangram com facilidade, feridas que não cicatrizam ou lesões de crescimento progressivo.
  • Faça uma visita anual ao dermatologista para avaliação de sua pele e tratamento de eventuais lesões pré-cancerosas.

Estas recomendações são especialmente importantes para as pessoas de pele fototipos I e II, as quais devem evitar qualquer tipo de exposição ao sol sem proteção.

Diagnóstico e o Tratamento do Câncer de Pele: O diagnóstico do Câncer de Pele é feito por um dermatologista ou oncologista, que faz uma análise específica e detalhada, do sinal, pinta ou mancha usando uma lupa especial, através do exame de ABCD, analisando a forma, tamanho, cor e diâmetro da pinta, sinal ou mancha. No final deste exame, se o médico tiver suspeitas de Câncer de Pele, pode pedir a realização de mais exames, como biópsia da lesão, por exemplo. Porém, no caso da alteração não ser câncer, o médico pode indicar outros cuidados para o tratamento da lesão, como comprimidos ou pomadas, por exemplo.

O tratamento do Câncer de Pele depende do tipo de câncer e do estado do câncer, e pode incluir a realização de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Além disso, quanto mais cedo for iniciado o tratamento do Câncer de Pele, maiores chances existem de cura.

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Sobre o autor | Website

Sou graduada no curso de Nutrição pela Universidade Federal de Maranhão(UFMA), do CRN6-MA 16199, com Mestrado na área da Nutrição Clínica com relação ao metabolismo, prática e terapia nutricional, realizado também na Universidade Federal de Maranhão(UFMA). Atualmente trabalho no campo de pesquisa sobre a Qualidade e Inovação em Alimentos.

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