Dicas de Saúde Doenças e Tratamentos Ana Karolynne Goncalves

Câncer de Pele – O que é, Causas, Sintomas e Tratamentos

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NUTRIÇÃO - CRN6-MA 16199

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Câncer de Pele – O que é, Causas, Sintomas e Tratamentos, que podem ser vitais para pessoas com Câncer de Pele. Aliás, o Câncer de Pele é a neoplasia mais frequente nos país, com mais de 119 mil casos (incluindo melanoma e não-melanoma) previstos em 2010, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

O Câncer de Pele é causada por células que sofreram algum tipo de mutação e se multiplicaram desordenadamente, criando um tecido doente, o tumor. Se a neoplasia for detectada no início, há grandes chances de cura, mesmo nas manifestações mais agressivas.Câncer de Pele o que é

O que é o Câncer de Pele: O Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, 135 mil novos casos e o Câncer de Pele responde por 25% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil. O tipo mais comum, o não melanoma, tem letalidade baixa, mas os números alarmam os especialistas. A exposição excessiva ao sol é a principal causa da doença. Nos Estados Unidos, a Academia Americana de Dermatologia estima que haja dois milhões de casos novos a cada ano.

A doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Estas células se dispõem formando camadas e, de acordo com a camada afetada, definimos os diferentes tipos de Câncer de Pele. Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares. Mais raro e letal que os carcinomas, o melanoma é o tipo mais agressivo de Câncer de Pele.

A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento de tumores cutâneos, e a maioria dos casos está associada á exposição excessiva ao sol ou ao uso de câmaras de bronzeamento.

Apesar da incidência elevada, o Câncer de Pele não-melanoma tem baixa letalidade e pode ser curado com facilidade se detectado precocemente. Por isso, examine regularmente sua pele e procure imediatamente um dermatologista caso perceba pintas ou sinais suspeitos.

Tipos de Câncer de Pele:  Os cânceres são separados conforme as estruturas do corpo que eles acometem:

Carcinoma basocelular: O carcinoma basocelular é o tipo de Câncer de Pele mais comum, constituindo 70% dos casos – mas, felizmente, é o tipo menos agressivo. Ele leva esse nome por ser um tumor constituído de células basais, comuns da pele. Essas células começam a se multiplicar de forma desordenada, dando origem ao tumor. O carcinoma basocelular apresenta crescimento muito lento, que dificilmente invade outros tecidos e causa metástase. Esse câncer é encontrado frequentemente nas partes do corpo que ficam mais expostas ao sol, como rosto e pescoço. O nariz é a localização mais frequente (70% dos casos), mas também pode ocorrer na orelha, canto interno do olho e outras partes da face. Quando o tumor é retirado precocemente, as chances de cura são altas.

Carcinoma espinocelular: O carcinoma espinocelular é o segundo tipo mais comum de Câncer de Pele, sendo responsável por cerca de 20% dos tumores cutâneos não melanoma. Frequentemente, o carcinoma espinocelular cresce nas áreas mais expostas ao sol, como couro cabeludo e orelha, sendo mais predominante em pacientes a partir da sexta ou sétima década de vida. O carcinoma espinocelular se forma a partir das células epiteliais (ou células escamosas) e do tegumento (todas as camadas da pele e mucosa), ocorrendo em todas as etnias e com maior frequência no sexo masculino. Sua evolução é mais agressiva e pode atingir outros órgãos, caso não seja retirado com rapidez. Ele apresenta maior capacidade de metástase do que o carcinoma basocelular.

Melanoma: O melanoma é tumor maligno originário dos melanócitos (células que produzem pigmento) e ocorre em partes como pele, olhos, orelhas, trato gastrointestinal, membranas mucosas e genitais. Um dos tumores mais perigosos, o melanoma tem a capacidade de invadir qualquer órgão, criando metástases, inclusive cérebro e coração. Portanto, é um câncer com grande letalidade. O melanoma cutâneo tem incidência bem inferior aos outros tipos de Câncer de Pele, mas sua incidência está aumentando no mundo inteiro. Há diversos tipos clínicos de melanoma, como o melanoma nodular, melanoma lentigioso acral, melanoma maligno disseminado e melanoma maligno lentigo.

Câncer de PeleOutros Tipos de Câncer de Pele: Há ainda outros tipos de Câncer de Pele mais raros que atingem outras células, como:

  • Tumor de células de Merkel
  • Sarcoma de Kaposi
  • Linfoma de cutâneo de células T (câncer do sistema linfático que pode atacar a pele)
  • Carcinoma sebáceo (surge nas glândulas sebáceas)
  • Carcinoma anexial microcístico (tumor das glândulas sudoríparas).

Causas de Câncer de Pele: Assim como em outros tipos de Câncer, fatores ambientais e genéticos estão relacionados com o Câncer de Pele. A radiação ultravioleta (UV) do sol é uma das principais causas de Câncer de Pele. Essa radiação provoca danos no DNA, atingindo genes que controlam o crescimento celular. Esse dano é cumulativo e, a partir de um determinado número de lesões ocorridas no DNA da célula, esta não consegue se reparar e começa a crescer de maneira desordenada, dando início a um tumor.

Existem 2 tipos de radiação UV: a UVA e UVB. Antigamente os cientistas acreditavam que a exposição excessiva aos raios UVB seria a principal causa do Câncer de Pele, entretanto, pesquisas recentes demonstram que os raios UVA podem também estar envolvidos. Outras fontes de raios UV são cabines de bronzeamento e lâmpadas ultravioletas. Essas radiações, além de causarem danos ao DNA, provocam queimaduras solares, que ocasionam dor, vermelhidão, edema, envelhecimento precoce e podem desencadear processos de Câncer de Pele.

Fatores genéticos também estão relacionados com as causas do Câncer de Pele. Nesses casos, o Câncer de Pele é hereditário e deriva de genes recebidos dos pais. Presença de nevos (manchas na pele) displásicos, queimaduras graves e bolhas devido à exposição ao sol e sistema imunológico enfraquecido (como no caso do câncer das células de Merkel) podem também ser causas do Câncer de Pele. Outros fatores que também podem aumentar o risco de Câncer de Pele:

  • Exposição a radiação ionizante, como a radioterapia;
  • Exposição crônica a baixas quantidades de arsênio;
  • Síndromes genéticas como xeroderma pigmentosa;
  • Feridas crônicas na pele, como úlceras e queimaduras;
  • O tabagismo aumenta o risco de carcinoma espinocelular;
  • Infecção por HPV (papiloma vírus humano) está associado com carcinoma de células escamosas das áreas genitais e ao redor das unhas.
  • Fatores genéticos (história familiar de Câncer de Pele, etc).

Diagnóstico do Câncer de Pele: O diagnóstico precoce, ou seja, nas fases iniciais do Câncer de Pele aumenta sua chance de cura. Como o Câncer de Pele é visível a olho nu, o exame diagnóstico inicial é a inspeção visual. O médico observará manchas ou feridas na pele e se elas apresentam sintomas com feridas que não se cicatrizam, manchas de crescimento assimétrico e bordas não delimitadas, etc. Para o melanoma, normalmente os médicos usam os sinais ABCD: assimetria, bordas não delimitadas (irregulares), coloração variável e diâmetro aumentado (diâmetro maior que 6 mm).

Além disso, o médico poderá pedir alguns exames complementares para verificar o estágio do Câncer de Pele, como raio x, biópsia, exames de sangue, etc. Com os resultados da biópsia, os médicos podem verificar a profundidade e tamanho do Câncer de Pele. As classificações de Clark (níveis de invasão da pele pelo tumor) e Breslow (espessura da massa tumoral – valores em parêntesis) são utilizadas para o melanoma e se dividem da seguinte maneira:

No caso do carcinoma basocelular, o médico pode identificar o Câncer de Pele pelo exame físico. Na suspeita de carcinoma epidermóide, o médico deve confirmar a doença através de uma biópsia para não confundi-lo com outras doença. Na suspeita de Câncer de Pele do tipo melanoma, o médico deve realizar uma biópsia.

Um exame recentemente elaborado que auxilia no diagnóstico do Câncer de Pele é a Dermatoscopia, na qual um aparelho, acoplado a uma câmera, “lê” a pele do paciente e aumenta a visualização dos pontos com uma ampliação de até 40 vezes, facilitando a identificação precoce do Câncer de Pele.

Sintomas de Câncer de Pele: O Câncer de Pele pode se assemelhar a pintas, eczemas ou outras lesões benignas. Assim, conhecer bem a pele e saber em quais regiões existem pintas, faz toda a diferença na hora de detectar qualquer irregularidade. Somente um exame clínico feito por um médico especializado ou uma biópsia podem diagnosticar o Câncer de Pele, mas é importante estar sempre atento aos seguintes sintomas:

  • Uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;
  • Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;

Uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.
Além de todos esses sinais e sintomas, melanomas metastáticos podem apresentar outros, que variam de acordo com a área para onde o Câncer de Pele avançou. Isso pode incluir nódulos na pele, inchaço nos gânglios linfáticos, falta de ar ou tosse, dores abominais e de cabeça, por exemplo.

A seguir, a metodologia indicada por dermatologistas para reconhecer as manifestações dos três tipos de Câncer de Pele: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma. Para auxiliar na identificação dos sinais perigosos, basta seguir a Regra do ABCDE.

  • Regra do ABCDE
  • Assimetria
  • Assimétrico: maligno
  • Simétrico: benigno
  • Borda
  • Borda irregular: maligno
  • Borda regular: benigno
  • Cor
  • Dois tons ou mais: maligno
  • Tom único: benigno
  • Dimensão
  • Superior a 6 mm: provavelmente maligno
  • Inferior a 6 mm: provavelmente benigno

Fatores de Risco Para o Câncer de Pele: O Câncer de Pele tem como principais fatores de risco:

Exposição solar: Pessoas que tomaram muito sol ao longo da vida sem proteção adequada têm um risco aumentado para Câncer de Pele. Isso porque a exposição solar desprotegida agride a pele, causando alterações celulares que podem levar ao Câncer de Pele. Quanto mais queimaduras solares a pessoa sofreu durante a vida, maior é o risco dela ter um Câncer de Pele.

Idade e sexo; O Câncer de Pele incide preferencialmente na idade adulta, a partir da quinta década de vida, uma vez que quanto mais avançada a idade maior é o tempo de exposição solar daquela pele. Também é um câncer que atinge homens com mais frequência do que mulheres.

Características da pele: Pessoas com a pele, cabelos e olhos claros têm mais chances de sofrer Câncer de Pele, assim como aquelas que têm albinismo ou sardas pelo corpo. Uma pele que sempre se queima e nunca bronzeia quando exposta ao sol também corre mais risco. Aqueles que têm muitos nevos (pintas) espalhados pelo corpo também devem ficar atentos a qualquer mudança, como aparecimento de novas pintas ou alterações na cor e formato daquelas que já existem. Pessoas com pintas ou manchas de tamanhos grandes também devem ficar atentas.

Histórico familiar: O Câncer de Pele é mais comum em pessoas que têm antecedentes familiares da doença. Nesses casos, principalmente se associado a outros fatores de risco, o rastreamento com o dermatologista deve ser mais intenso.

Histórico pessoal: Pessoas que já tiveram um Câncer de Pele ou uma lesão pré-cancerosa anteriormente têm mais chances de sofrer com o tumor. Caso a pessoa já tenha sido tratada para um determinado tipo de Câncer de Pele e ele retorna, o processo é chamado de recidiva.

Imunidade enfraquecida: Pessoas com o sistema imunológico enfraquecido têm um risco aumentado de Câncer de Pele. Isso inclui as pessoas que têm a leucemia ou linfoma, pacientes que tomam medicamentos que suprimem o sistema imunológico, ou então aqueles que foram submetidos a transplantes de órgãos.

Prevenção do Câncer de Pele: A exposição prolongada e repetida da pele ao sol causa o envelhecimento cutâneo além de predispor a pele ao surgimento do câncer. Tomando-se certos cuidados, os efeitos danosos do sol podem ser atenuados. Aprenda a seguir como proteger sua pele da radiação solar.

  • Use sempre um filtro solar com fator de proteção solar (FPS) igual ou superior a 15, aplicando-o generosamente pelo menos 20 minutos antes de se expor ao sol e sempre reaplicando-o após mergulhar ou transpiração excessiva. (saiba mais sobre filtros solares e FPS)
  • Use chapéus e barracas grossas, que bloqueiem ao máximo a passagem do sol. Mesmo assim use o filtro solar pois parte da radiação ultra-violeta reflete-se na areia atingindo a sua pele.
  • Evite o sol no período entre 10 e 15 horas.
  • A grande maioria dos cânceres de pele localizam-se na face, proteja-a sempre. Não esqueça de proteger os lábios e orelhas, locais comumente afetados pela doença.
  • Procure um dermatologista se existem manchas na sua pele que estão se modificando, formam “cascas” na superfície, sangram com facilidade, feridas que não cicatrizam ou lesões de crescimento progressivo.
  • Faça uma visita anual ao dermatologista para avaliação de sua pele e tratamento de eventuais lesões pré-cancerosas.

Tratamento Para o Câncer de Pele: O tratamento depende do tipo de Câncer de Pele, a localização do Câncer de Pele, idade do paciente, e se o Câncer de Pele é primário ou um retorno. Deve-se olhar para o tipo específico de Câncer de Pele (carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular ou melanoma) de interesse, a fim de determinar o tratamento adequado exigido. Por exemplo, no caso de um homem idoso frágil, com problemas médicos múltiplos complicador, com carcinoma basocelular de difícil acesso do nariz podem justificar a terapia de radiação (taxa de cura ligeiramente inferior) ou mesmo não intervir na área.

Quimioterapia tópica pode ser indicado para o carcinoma de grandes células basais superficiais para um bom resultado estético, ao passo que podem ser inadequados para o carcinoma invasivo nodular basais ou carcinoma de células escamosas invasivo. Em geral, o melanoma é pouco sensível à radiação ou quimioterapia.

Para tumor de baixo risco, a radioterapia externa ou braquiterapia, quimioterapia tópica (com imiquimod e 5-fluorouracil) e crioterapia (congelamento do cancro desligado) pode proporcionar um controle adequado do Câncer de Pele; ambos, no entanto, pode ter cura em geral inferior taxas de certo tipo de cirurgia. Outras modalidades de tratamento como a terapia fotodinâmica, quimioterapia tópica, eletrodissecção e curetagem pode ser encontrado nas discussões do carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular.

Cirurgia micrográfica de Mohs é uma técnica utilizada para remover o Câncer de Pele com a menor quantidade de tecido adiposo e as bordas são checados imediatamente para ver se o tumor for encontrado. Isso proporciona a oportunidade de remover a menor quantidade de tecido e proporcionar os melhores resultados cosmeticamente favorável. Isto é especialmente importante para áreas onde o excesso de pele é limitada, como o rosto. As taxas de cura são equivalentes a excisão larga. O treinamento especial é exigido para executar esta técnica. Um método alternativo é CCPDMA e pode ser realizada por um patologista que não estão familiarizados com a cirurgia de Mohs. No caso de metástase outros procedimentos cirúrgicos ou quimioterapia podem ser necessárias.

Recomendações Para o Câncer de Pele:

  • Faça um autoexame de pele regularmente e observe se há alguma mancha, lesão, ferida, sinal ou pinta nova ou que apresente alguma modificação. Não se esqueça de examinar também a palma das mãos, os vãos entre os dedos, a sola dos pés e o couro cabeludo;
  • Evite a exposição excessiva ao sol, principalmente entre 10 e 15 horas. Use filtro solar com proteção adequada ao seu tipo de pele, além de chapéu e roupas para se proteger;
  • Evite as queimaduras de sol, principalmente durante a infância e a adolescência, fase em que as pessoas costumam expor-se mais ao sol;
  • Não exagere na exposição dentro das câmaras de bronzeamento artificial, porque também elas emitem raios ultravioleta,
  • Procure um médico dermatologista com regularidade, se você tem pele muito clara, que fica vermelha facilmente quando exposta ao sol, e/ou histórico de Câncer de Pele na família.

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Sobre o autor | Website

Sou graduada no curso de Nutrição pela Universidade Federal de Maranhão(UFMA), do CRN6-MA 16199, com Mestrado na área da Nutrição Clínica com relação ao metabolismo, prática e terapia nutricional, realizado também na Universidade Federal de Maranhão(UFMA). Atualmente trabalho no campo de pesquisa sobre a Qualidade e Inovação em Alimentos.

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